A AWS anunciou o Amazon ECS Gateway, um novo recurso que simplifica como aplicações em contêineres recebem acesso pela internet ou pela rede interna. Até agora, cada serviço novo exigia que as equipes configurassem manualmente balanceadores de carga, certificados, regras de firewall para aplicações web e grupos de segurança, e depois mantivessem tudo sincronizado conforme os serviços cresciam ou mudavam.

Pense nisso como alugar um estacionamento para cada carro que chega: com o ECS Gateway, a equipe de plataforma define uma vez as regras e a própria nuvem da AWS cria e remove a infraestrutura sob demanda, dentro da conta da empresa. Um mesmo balanceador de carga pode atender até 25 serviços, o que ajuda a reduzir custos. Cada serviço recebe um endereço DNS próprio assim que a configuração termina.

Na prática, a equipe de plataforma cria o gateway pelo console, pela AWS CLI ou por API, escolhendo se o acesso será público ou interno à VPC, e associa o gateway a um ou mais clusters, com a relação de muitos para muitos. As equipes de aplicação então adicionam um conector do gateway à definição de cada serviço. Já existindo um serviço com balanceador próprio, é possível migrar aos poucos, mantendo os dois caminhos ativos até validar a conexão. Alguns ajustes, como nome, esquema, VPC e sub-redes, não podem ser alterados depois de criado.

A cobrança é feita apenas pela infraestrutura que é criada na conta quando os serviços se conectam, incluindo balanceadores, registros e métricas do CloudWatch, certificados e transferência de dados. O recurso está disponível em todas as regiões comerciais da AWS onde o ECS já funciona, sem taxa adicional. A AWS também recomenda monitorar métricas como contagem de hosts saudáveis e erros 5XX, e enviar feedback pelo AWS re:Post ou pelo suporte.