A Red Hat anunciou que o gateway do Model Context Protocol (MCP) está disponível de forma geral, como parte da versão 1.5 do Red Hat Connectivity Link. Antes, o recurso estava em fase de testes técnicos. Agora ele está integrado ao portfólio de IA da empresa e foi preparado para uso em produção.

Pense no gateway como um porteiro que fica entre os agentes de IA e as ferramentas que eles podem usar dentro de uma empresa. Ele decide quem pode acessar o quê, separa o tráfego de times diferentes e registra o que foi feito. Na nova versão, é possível criar um gateway completamente separado para cada equipe ou compartilhar um mesmo gateway com caminhos distintos, como /mcp-team-a e /mcp-team-b, mantendo o isolamento.

Também foram adicionados recursos para prompts e recursos, com filtros de autorização, além de um mecanismo de descoberta progressiva de ferramentas, que evita sobrecarregar o agente quando há muitas opções. Há ainda suporte às versões de protocolo de 2025 e à nova versão de 2026, que traz transporte HTTP sem estado. Para auditoria, cada chamada de ferramenta válida gera um registro com usuário, ferramenta, servidor e status, além de novas métricas do Prometheus.

Outra novidade é a integração com o NeMo Guardrails, serviço de proteção usado pela Red Hat AI. Ele verifica o conteúdo das chamadas e respostas antes que as ferramentas sejam executadas ou que os dados voltem ao cliente, ajudando a barrar ataques de injeção de prompt e vazamento de dados sensíveis. Para isso, é preciso instalar o NeMo e configurar o endpoint desejado.

Por fim, foi lançado um plugin de console em fase de prévia para desenvolvedores, que permite criar, configurar e acompanhar gateways e servidores MCP diretamente no console do OpenShift, além de testar ferramentas e prompts. Para instalar e configurar o gateway, a orientação da fonte é consultar a documentação oficial da Red Hat.