A Nvidia lançou o processador RTX Spark N1X, um chip de arquitetura Arm feito para notebooks e pequenos desktops que quer competir com os melhores chips da Apple, Intel, AMD e Qualcomm. Ele tem muitos núcleos, gráficos Nvidia RTX Blackwell e memória unificada suficiente para rodar modelos de IA localmente. Os equipamentos testados são caros, com preços que vão de US$ 2.599,99 até US$ 6.999,99, e são voltados a desenvolvedores, programadores e criadores de conteúdo.

Os jornalistas do The Verge usaram cinco modelos por uma semana, entre eles o Surface Laptop Ultra, da Microsoft, o Asus ProArt P16, o HP OmniBook Ultra e o Lenovo Yoga 9n. Na parte de programas, a experiência em Windows com Arm melhorou bastante: a maioria dos aplicativos funciona sem problemas perceptíveis, embora alguns carreguem devagar e apareçam pequenos bugs.

Nos jogos, o desempenho é razoável, mas não substitui um notebook gamer dedicado. Títulos como Cyberpunk 2077 e Black Myth: Wukong rodam bem em configurações médias com DLSS, mas jogos pesados em CPU, como Helldivers 2 e Star Wars Zero Company, ficaram presos em taxas de quadros baixas. Os notebooks também esquentam e ficam barulhentos ao jogar.

Na bateria, a autonomia é apenas razoável: o Asus P16, com bateria de 99,9 Wh, durou cerca de cinco horas em trabalho normal com brilho de 50%, e jogos pesados drenam a carga muito mais rápido. Já a IA local ainda parece um produto para desenvolvedores: rodar agentes como o Hermes consome muita bateria, é lento e os resultados ainda variam, enquanto modelos na nuvem foram mais rápidos e melhores.

Para quem está pensando em comprar, a recomendação dos testes é clara: esses notebooks valem a pena para quem quer uma máquina potente e portátil com acesso a aplicativos Windows, mas quem prioriza jogos pode gastar menos com placas de vídeo Nvidia tradicionais. Como os equipamentos ainda são novos e os testes foram rápidos, a análise não é uma avaliação completa de nenhum modelo específico.