A fonte publicou um resumo semanal com vários ataques recentes. O destaque é o roubo de cerca de US$ 6,43 bilhões em criptomoedas da corretora Binance, que o FBI atribuiu a um grupo de hackers da Coreia do Norte chamado TraderTraitor. Segundo a fonte, é o maior roubo de criptomoedas já registrado, superando o de US$ 1,46 bilhão da Bybit em fevereiro de 2025. Os recursos foram levados por 11 blockchains, 82% deles em Ethereum e Bitcoin. Parte do valor, cerca de US$ 2,85 bilhões, foi congelada por empresas como Tether, Circle, Ripple, Arbitrum e Optimism.
Outros casos mostram ataques que não precisaram de muita sofisticação. A Polymarket suspendeu temporariamente as operações depois que hackers comprometeram o DebugBear, um serviço de terceiros, e espalharam um código JavaScript que drenou cerca de US$ 2,7 milhões de carteiras em menos de uma hora. Também foram relatadas falhas em um link compartilhado do ChatGPT que podia executar código no navegador de quem abrisse, e uma versão adulterada da extensão Claude Code no marketplace do Cursor, que instalava uma porta de acesso secreta em até 5 mil usuários. A Keystone, fabricante de carteiras de hardware, teve dados de clientes expostos e planeja destruir 18.835 dispositivos em estoque.
Há ainda ameaças voltadas ao usuário comum, como o spyware uCreator para Android, que pode clonar contas do WeChat, e campanhas que roubam buscas de 13,4 milhões de pessoas por meio de extensões falsas do Chrome. Também foi citada uma rede chamada Silent Train, usada pelo grupo chinês Volt Typhoon para esconder a origem de ataques, e uma botnet de Linux chamada Kairos que usa senhas padrão do Telnet. Para quem usa esses serviços, a fonte recomenda atenção a links, extensões e aplicativos, além de atualizar os sistemas e trocar credenciais, seguindo as instruções oficiais de cada fabricante.
A fonte também lista dezenas de vulnerabilidades recentes, entre elas falhas em Google Chrome, Mozilla Firefox, Linux kernel (CVE-2026-98432), Veeam, Juniper, TeamViewer (CVE-2026-111585) e Canonical LXD (CVE-2026-112816). Não há, no material, detalhes de cada correção; o caminho seguro é aplicar as atualizações indicadas pelos fabricantes e começar pelas falhas marcadas como urgentes.

Comentários