A Federal Trade Commission (FTC), agência de defesa do consumidor dos Estados Unidos, junto com 22 estados, apresentou uma versão atualizada da acusação contra a Amazon. Nela, trechos antes censurados foram revelados, com detalhes sobre uma suposta prática enganosa e injusta para elevar secretamente os preços dos anúncios de busca da loja.

Segundo a acusação, a Amazon aumentaria os preços em até 50% acima do resultado do leilão em dias comuns e em até 250% em datas de grandes compras, como a Prime Day e a Black Friday. Na temporada de fim de ano de 2021, o custo médio por clique dos anunciantes subiu 20%, com casos de aumento acima de 200%. Em 2022, as sobretaxas teriam rendido à empresa US$ 87 milhões no mundo.

Pequenos negócios e grandes anunciantes foram afetados. Um grande anunciante de alimentos e bebidas teve aumentos de mais de 100% durante a Prime Day de 2023. Segundo a acusação, a própria Amazon reconheceu internamente que esses reajustes estavam "destruindo" o desempenho das campanhas. Também há mensagens internas que mostram a busca por US$ 40 milhões extras para bater metas financeiras.

Quando anunciantes perguntavam se algo havia mudado no leilão, a Amazon teria respondido que o aumento vinha da concorrência maior, o que a acusação classifica como falso. Ainda não houve decisão judicial: são alegações feitas pelos órgãos reguladores.

Para quem anuncia na plataforma, a orientação da própria fonte é desconfiar de cobranças altas em períodos de muito movimento e conferir os custos das campanhas. A fonte não traz outras recomendações específicas.