A CISA, agência de segurança cibernética dos Estados Unidos, incluiu em seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas e exploradas a falha CVE-2025-61624, que afeta vários produtos da fabricante Fortinet. Segundo a fonte, ela foi adicionada ao catálogo em 16 de outubro de 2026, o que indica que já existe uso dela por atacantes.

A falha está no FortiOS, FortiPAM, FortiProxy e FortiSwitchManager. Ela é classificada como travessia de diretório, conhecida pela sigla CWE-22. Para entender, imagine um funcionário com acesso a uma gaveta da empresa que, por um descuido do sistema, consegue abrir gavetas de outros setores e mexer nos documentos de lá. No caso, a falha pode permitir que alguém escreva ou apague arquivos arbitrários do equipamento.

Para explorar o problema, o atacante precisa estar autenticado, ter perfil de administrador e ao menos permissões de leitura e escrita. A fonte cita que isso pode ser feito por meio de comandos específicos de linha de comando. Ou seja, não é uma falha que qualquer pessoa de fora pode usar sem acesso prévio, mas quem obtém essas credenciais ganha poder considerável sobre o equipamento.

A recomendação da CISA é aplicar as mitigações conforme as instruções do próprio fabricante, seguindo a diretiva BOD 26-04, que orienta a priorizar atualizações de segurança de acordo com o risco. Se as mitigações não estiverem disponíveis, a orientação é descontinuar o uso do produto afetado. Cada organização deve avaliar quais equipamentos estão expostos à internet. O prazo indicado para a ação é 19 de outubro de 2026.

A fonte também menciona um guia de triagem forense da CISA, útil para verificar se houve sinais de invasão. Não há, segundo a informação disponível, indicação de uso conhecido dessa falha em campanhas de ransomware. Para mais detalhes técnicos, vale consultar o aviso da própria Fortinet, identificado como FG-IR-26-122.