A CISA, agência de segurança cibernética dos Estados Unidos, incluiu em seu catálogo KEV uma vulnerabilidade no BeyondTrust Remote Support, programa usado para dar suporte técnico remoto. A falha recebeu o identificador CVE-2026-102764 e foi adicionada à lista em 16 de outubro de 2026.
Em termos simples, a falha é um bypass de autenticação por spoofing: um atacante remoto consegue passar pela verificação de identidade do sistema se fazendo passar por alguém autorizado, como alguém que apresenta um crachá falso e entra num prédio sem ser barrado na portaria. Segundo a descrição, isso pode permitir que o invasor realize operações com arquivos no equipamento (appliance) afetado.
Por que isso importa: a CISA informa que ainda não há dados sobre o uso dessa falha em campanhas de ransomware. Como o sistema serve para acesso remoto, uma invasão pode dar ao atacante acesso a computadores de uma organização, por isso a organização deve tratar o caso com prioridade.
Quem deve agir são as organizações que usam o produto. A CISA pede que apliquem as mitigações indicadas pelo fabricante e sigam a diretiva BOD 26-04, que orienta a priorização de atualizações conforme o risco, além do documento de requisitos de triagem forense da agência. Cada organização precisa avaliar quais equipamentos estão expostos à internet. O prazo para correção definido pela CISA é 19 de outubro de 2026.
Se as mitigações não estiverem disponíveis, a recomendação é deixar de usar o produto até que a correção esteja pronta. A fonte também indica que a falha está associada à fraqueza classificada como CWE-290. Para os detalhes técnicos e as instruções oficiais, consulte o aviso de segurança publicado pelo fabricante.

Comentários