Nesta quarta-feira (21/10), a Arm, fabricante de processadores usados em milhões de dispositivos e servidores, divulgou um texto de posicionamento sobre o software que faz rodar a chamada IA agêntica no seu novo processador, o Arm AGI CPU. Agentes de IA são programas que buscam dados, usam ferramentas e executam tarefas em várias etapas, como um assistente que, além de responder, age por conta própria.

Segundo a empresa, nesse cenário o programa em volta do modelo de IA importa tanto quanto o modelo em si. O Arm AGI CPU é um processador da família Arm Neoverse, pensado para servidores que atendem muitas tarefas simultâneas. A Arm afirma que, em testes independentes, ele entrega até 2x mais desempenho por rack do que um processador x86 líder de mercado. Um rack é a estante onde ficam os servidores de um data center.

A companhia diz que o ecossistema de software já está pronto para uso, com suporte amplo ao Arm64, a versão do software feita para esses chips. Entre os exemplos citados estão LangGraph, LangChain, Firecracker, Redis, Elasticsearch e vLLM. Em testes da Signal65, a criação de ambientes isolados para executar código de agentes ficou até 45% mais rápida que no processador AMD EPYC 9965. Já em testes de Redis divulgados pela Arm, a AWS Graviton5 teve de 16% a 27% mais custo-benefício que x86 em buscas de memória de agentes.

O texto também traz um exemplo: um atendimento a clientes com vários agentes que rodam no próprio processador, encaminhando pedidos para agendamento de reuniões, reclamações, dúvidas sobre produtos e reembolsos. Para desenvolvedores, a Arm indica tutoriais e o Software Ecosystem Dashboard, além de habilidades de IA para ajudar na migração de aplicativos para o Arm64.

Na prática, é um material de divulgação da própria empresa, sem novidade de produto em disponibilidade ou preço. Quem constrói agentes de IA e infraestrutura em nuvem é o público principal. Para o restante, a mensagem é que a corrida dos chips para IA agêntica passa também pelo software.