Ontem, quarta-feira (4 de novembro), pesquisadores divulgaram que hackers possivelmente ligados ao Kremlin exploraram falhas de iOS e Android que já tinham sido corrigidas, tentando invadir visitantes de vários sites. Entre eles estava um site que celebra os 250 anos da independência americana.

Pense em uma loja que recebe clientes e, por dentro, tem um funcionário mal-intencionado que observa quem entra e prepara um golpe sob medida para cada pessoa. Algo parecido acontecia aqui: quem usava um iPhone ou um celular Android e abria um desses sites era alvo. Um código em JavaScript inserido no tráfego identificava o tipo de aparelho e, então, enviava um payload adequado a ele. Esses programas tentavam roubar cookies do navegador e, em alguns casos, senhas de Wi-Fi e dados completos do celular.

Um dos sites imitados foi o america250.org, de um grupo apartidário formado por parlamentares, executivos e pelo menos um ex-integrante do governo Trump. Os atacantes registraram um domínio falso parecido com o original e o usaram como reverse proxy, um intermediário que repassa o conteúdo do site verdadeiro, mas acrescenta o código malicioso. Para o visitante, tudo parecia normal.

Os pesquisadores avaliaram com confiança moderada a alta que os responsáveis fazem parte do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia. Outros sites atacados tinham ligação com a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

O que fazer: como as falhas já tinham correção disponível, manter o iPhone e o Android atualizados é a principal proteção. Vale também seguir as instruções oficiais do fabricante e desconfiar de sites com endereços parecidos com os de instituições conhecidas.