A Cloudflare publicou um texto defendendo que os sites precisam de novas formas de reconhecer, atender e responsabilizar as pessoas que usam agentes de IA. Esses agentes são programas que recebem uma tarefa de um usuário e a executam sozinhos, controlando um navegador ou um computador na nuvem. Exemplos citados são o Muse, da Meta, e o dots, da OpenAI.
Para entender o problema, a empresa usa a história de Ezra, uma assistente pessoal que faz compras, pagamentos e tarefas para vários clientes. Como a loja só enxerga Ezra, e não quem pediu cada coisa, fica difícil provar quem autorizou uma compra, impedir abusos sem punir clientes inocentes e aplicar regras de idade ou de região. Na prática, quem costuma arcar com o custo é o site.
A Cloudflare lista desafios como compartilhamento de contas, fraudes em que o próprio cliente contesta uma compra já aprovada, uso de proxies residenciais para se disfarçar de pessoa, e sobrecarga causada por agentes que consultam preços o tempo todo. Também cita o problema de bloquear um agente que está sendo usado por uma pessoa mal-intencionada e, com isso, bloquear todos os outros usuários dele.
A proposta da empresa é criar padrões abertos. Entre eles estão o Web Bot Auth, que permite ao agente assinar suas requisições para se identificar, e o MOLE, que busca limitar o acesso sem depender de identificadores de cada usuário. O texto também fala em níveis de identificação, do anônimo até um identificador único por pessoa, e na criação de uma coalizão chamada Trusted Agent Delegation, que vai levar o tema à IETF, órgão que define padrões da internet.
Para quem administra um site, a orientação da fonte é acompanhar esses padrões e participar das discussões. O texto não traz medidas práticas imediatas, então a recomendação geral é seguir as orientações oficiais das plataformas e manter os sistemas atualizados.

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