A Meta voltou a atualizar seus termos comerciais depois de muita reclamação. A versão anterior tinha um trecho que, segundo especialistas, podia dar à empresa o direito de usar conteúdo coletado de sites, incluindo sites de notícias, para treinar seus produtos de IA. Esse texto já não aparece mais na página de termos.

O trecho dizia que a Meta poderia usar qualquer conteúdo de determinados domínios, páginas ou URLs para fornecer, desenvolver e treinar seus produtos. Pesquisadores como James Grimmelmann, professor de direito digital da Cornell, leram isso como uma forma de usar material copiado da web de graça e passar por cima das instruções de bloqueio que os sites colocam no arquivo robots.txt, uma espécie de placa de 'não entre' para robôs.

A empresa inicialmente negou que tivesse mudado a forma como usa os rastreadores da web. Agora, em nova atualização e comunicado, ela retirou o trecho por completo. A Meta afirma que os termos de rastreamento consolidados valiam apenas para seus anúncios e produtos de negócios, e que não mudam como ela usa rastreadores.

Segundo a empresa, os donos de conteúdo continuam podendo usar o robots.txt para indicar suas preferências, e as atualizações não dão à Meta novos direitos acima dessas preferências. A Meta diz que o caso não é sobre raspagem de sites de notícias.