Hoje, 28 de outubro de 2026, a CISA, agência de segurança cibernética dos Estados Unidos, incluiu no seu catálogo KEV a CVE-2026-46300, uma falha no kernel do Linux, que é o núcleo do sistema operacional. Ela foi registrada como uma falha de inicialização ausente de uma variável.

Na prática, o kernel deixa de manter uma marcação que indica quais partes dos dados são compartilhadas. Com isso, o processamento de pacotes ESP pode descriptografar esses dados no próprio lugar, o que permite alterações indevidas em dados que estão no cache de páginas. A fonte informa que essa falha pode ser combinada com as CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619 para instalar webshells em PHP e executar comandos como root, o usuário com controle total do sistema.

Por que isso importa: o kernel do Linux está presente em muitos servidores, roteadores e outros equipamentos, e uma falha nele pode comprometer todo o sistema. A CISA aponta que a falha pode ser encadeada com outras, o que aumenta o risco.

A CISA determina que os órgãos federais dos EUA apliquem as correções até 31 de outubro de 2026. A agência orienta seguir as instruções do fornecedor, considerar a diretiva BOD 26-04 para priorizar atualizações conforme o risco e avaliar a exposição de cada ativo à internet. Se não houver correção disponível, o uso do produto deve ser descontinuado. Também há links para as correções publicadas nos repositórios do kernel.

Para quem não é órgão federal, a recomendação prática é aplicar as atualizações de segurança do kernel do Linux assim que os fornecedores de cada distribuição ou equipamento liberarem, e manter os sistemas atualizados.