Agentes de IA são programas que executam tarefas sozinhos, como escrever código, analisar receitas, aprovar despesas e mexer em sistemas da empresa. Para serem úteis, precisam de acesso a dados e ferramentas, e é justamente esse acesso que pode criar um risco interno. Segundo a Microsoft, isso não significa que os agentes sejam maliciosos, e sim que podem cometer erros, ser manipulados ou ser comprometidos.

A proposta da empresa, publicada nesta segunda-feira (19/10), é tratar cada agente como um funcionário com acesso restrito: ele deve começar sem permissão nenhuma e receber apenas o necessário para a tarefa aprovada, pelo tempo que a tarefa durar. Também deve haver controles externos ao próprio modelo de IA, que o modelo não consiga desligar ou burlar. Na prática, a ideia é reduzir ou remover acessos quando o risco aumenta, em vez de simplesmente parar tudo.

Entre os recursos citados estão o Project Perception, que reúne sensores e agentes de proteção chamados Guardian Agents, e o Microsoft Agent 365, que mantém um registro unificado dos agentes. A Microsoft diz que a ferramenta passa a identificar 60 tipos de agentes locais, incluindo Claude Code, OpenAI Codex e GitHub Copilot, e que cada agente deve ter uma identidade própria, separada da pessoa que o usa, por meio do Microsoft Entra Agent ID.

Também foram anunciados o Dynamic Agent Risk, que avalia o risco do agente de forma contínua, e o Dynamic Conditional Access, que aplica respostas graduais, como bloquear escritas e manter apenas leituras. Em casos extremos, o sistema pode isolar ou interromper o agente. A empresa cita ainda o caso de um agente de aprovação de despesas que, ao encontrar um documento externo com instruções escondidas, tenta uma ação fora da tarefa e tem seu acesso reduzido.

O texto não traz números de vendas, datas de lançamento específicas ou recomendações de instalação. A Microsoft destaca que a decisão final continua com as pessoas e que o objetivo é manter a segurança mesmo quando o modelo de IA não é totalmente previsível. Para quem usa agentes em empresas, a orientação geral é dar a eles o mínimo de permissões possível e seguir as instruções oficiais de cada fabricante.