Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, a Meta informou que o Muse, seu aplicativo de IA, já foi adotado por mais de 10 milhões de pessoas. O número confirma estimativas divulgadas pela empresa de inteligência de mercado Sensor Tower no início da semana. A fonte foi publicada em 21/10.
Segundo o CEO Mark Zuckerberg, cerca de 25% de quem configurou o Muse usa o aplicativo todos os dias, o que ajuda a manter as pessoas por perto. Ele também disse que mais de um quarto dos usuários engajados que compraram por meio do agente gastou, em média, mais de US$ 200 por compra, um valor que surpreendeu até especialistas do setor.
As compras são feitas com a ajuda da Plaid, empresa de tecnologia financeira que conecta aplicativos de pagamento às contas bancárias dos clientes. Zuckerberg disse que a Plaid nunca tinha visto, em nenhum outro serviço, uma atividade parecida com a do seu conector. Além das compras, usos populares incluem tarefas de produtividade, como conectar o agente ao e-mail e à agenda do usuário. Para ele, isso mostra que as pessoas confiam na configuração de segurança do Muse, que inclui o recurso chamado Muse Secure VM. Também foi citado o futuro Muse Confidential VM, que impedirá até a própria Meta de ver o conteúdo dos usuários.
A empresa planeja manter o Muse gratuito para a maioria das pessoas e ganhar uma porcentagem das compras feitas na plataforma. Quem quiser os modelos de IA mais avançados ou mais tokens precisará pagar. Zuckerberg estima que, no futuro, cada usuário gere mais receita que os usuários atuais de Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger, hoje na faixa de algumas centenas de dólares por ano. Ele acredita que o Muse será lucrativo depois de crescer, já que hoje roda com muito processamento e a meta é reduzir o custo desse processamento em mais de 10 vezes no próximo ano.
O Muse também terá papel central nos óculos inteligentes da Meta. A divisão Reality Labs, responsável por óculos, realidade virtual e metaverso, ainda dá prejuízos bilionários, que devem cair de US$ 19,1 bilhões em 2025 para US$ 15 bilhões neste ano. Zuckerberg também falou em uma "rede Muse", em que os assistentes de cada pessoa conversariam entre si e com os de amigos e familiares, e disse que, ao comprar algo, o cliente falaria com o agente da loja, e não navegaria no site dela.
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