A Universidade de Copenhague, na Dinamarca, confirmou um ataque cibernético em que hackers entraram em um dos ambientes de teste da instituição. Nesse espaço estavam dados pessoais de 525 mil pessoas. A universidade descobriu a invasão na terça-feira passada e divulgou o caso na sexta-feira. Em uma atualização de ontem, ela informou que mais 20 mil alunos e funcionários tiveram os códigos PIN expostos.

Pense em um ambiente de testes como uma cópia de ensaio de um sistema: serve para experimentar coisas novas, mas, se essa cópia tiver dados reais de verdade, quem invade ali consegue levar informações de quem está no cadastro. Segundo a universidade, podem ter vazado nome completo, número de identidade nacional (CPR), telefone e e-mail. Como a instituição ainda investiga a extensão do incidente, esses dados podem não ser todos os que foram acessados.

Esse tipo de informação facilita golpes. Com nome, telefone e e-mail em mãos, criminosos conseguem montar mensagens falsas mais convincentes, em ataques de phishing e de engenharia social, em que o golpista se passa por alguém de confiança para pedir dados ou dinheiro. Por isso, a universidade pede que estudantes e funcionários desconfiem de contatos não solicitados e confirmem por conta própria qualquer pedido.

Sobre os códigos PIN, a universidade restringiu por precaução o acesso físico a alguns locais críticos do campus e está reabrindo esses espaços aos poucos, à medida que distribui novos códigos de acesso. A instituição afirma ter contido o ataque e bloqueado o acesso do invasor, e diz que não há indício de que os sistemas do dia a dia tenham sido acessados ou que as atividades tenham sido interrompidas.

A universidade comunicou o caso à agência de proteção de dados da Dinamarca e afirma que o episódio também se enquadra no Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da Europa, por isso está tomando as medidas adequadas com os órgãos reguladores. Ela prometeu novas informações sobre o alcance do impacto assim que a investigação interna permitir.