A newsletter TechCrunch Mobility, publicada em 1º de novembro, compara o momento atual dos carros autônomos com a empolgação de 2016. Segundo a gestora de investimentos Trucks VC, que financia startups em fase inicial, a área viveu em 2026 um novo ciclo de entusiasmo, ainda maior que o anterior.

A Trucks VC recebeu propostas de 81 novas startups de veículos autônomos apenas neste ano, cerca de dois terços a mais que em 2025 e mais que nos anos de maior euforia da década passada. A gestora atribui essa nova onda a avanços tecnológicos ligados à IA, especialmente os chamados modelos fundacionais, que ajudam os sistemas a funcionar em ambientes e situações variadas. Modelos abertos, como os da Nvidia e da Qwen, também facilitaram a vida de quem está começando.

Além de aplicações em construção, armazéns, agricultura e mineração, cresce o número de startups que querem operar robotáxis, carros sem motorista para transporte de passageiros, e algumas se apresentam como concorrentes diretas da Waymo. Segundo o relato, muitas dessas empresas conseguem chegar ao mercado com menos de US$ 1 milhão captado, o que mostra como a barreira de entrada caiu.

No mesmo boletim há negócios relevantes: a Re:Build captou US$ 2,1 bilhões, a Bedrock Robotics levantou US$ 600 milhões numa avaliação de US$ 4,1 bilhões, e a DoorDash aceitou comprar a Instacart por US$ 17 bilhões. A Waymo e a Toyota também firmaram parceria para fabricar veículos prontos para autonomia no Japão, que serão usados em serviços de robotáxi.

Também foram citados um acordo da GM de US$ 220 milhões com 36 estados dos EUA por vender dados de direção e localização de motoristas a corretores de dados, e a expansão da joint venture entre Rivian e Volkswagen, de US$ 5,8 bilhões, para incluir assistentes de IA. O texto da fonte é um resumo de mercado, sem alertas de segurança ou orientações ao usuário.