O TikTok anunciou um guia de restaurantes dentro do próprio aplicativo, chamado "Must Eat". A função reúne recomendações feitas pela própria comunidade, com base em mais de 40 milhões de publicações e comentários, e permite buscar lugares por cidade, tipo de cozinha, preço, avaliação e localização. A novidade coloca o TikTok em concorrência mais direta com Yelp e Google Maps.

A empresa também vem construindo o que chama de "super app", um aplicativo único onde a pessoa faz muito mais do que assistir e compartilhar vídeos. Na China, esse modelo é comum com o WeChat, que junta redes sociais, pagamentos e loja de aplicativos. Segundo a reportagem, ainda não se sabe se a fórmula funciona fora da China, mas o TikTok está tentando.

Nos pagamentos, a Bloomberg informou em agosto que o TikTok desenvolve um recurso para enviar dinheiro entre usuários por mensagens diretas, usando o TikTok Pay, já disponível no Sudeste Asiático para compras na loja do app. Em março, a Reuters noticiou que a empresa pediu ao banco central do Brasil autorização para atuar como fintech de crédito e pagamentos.

Além disso, o TikTok já tem uma loja integrada, o TikTok Shop, que cresceu muito nos EUA. Segundo a eMarketer, as vendas americanas chegaram a US$ 15,82 bilhões em 2025. Há ainda uma central para a Copa do Mundo da FIFA, reservas de hotéis e atrações pelo recurso TikTok GO, nos EUA, e um serviço de microdramas em episódios de um minuto.

Para o leitor, a tendência é clara: a rede quer que você encontre um lugar, compre, reserve e se divirta sem sair dela. Como a reportagem não trata de riscos de segurança nem de orientações ao usuário, vale acompanhar as funções conforme forem lançadas no Brasil.