Brian Richard Fitzgerald, procurador-adjunto (deputy attorney general) de Nova Jersey, nos Estados Unidos, foi preso sob acusações criminais ligadas a material de abuso sexual infantil gerado por inteligência artificial, segundo um comunicado divulgado pelos detetives do condado de Bucks.
Segundo as autoridades, o homem de 51 anos teria pegado fotos de menores reais publicadas em redes sociais e usado IA para transformá-las em imagens sexualizadas, que depois foram distribuídas nas próprias redes. A prisão ocorreu na casa dele, na quinta-feira.
Esse tipo de caso não é novidade para os investigadores americanos. Desde pelo menos 2024, o Departamento de Justiça dos EUA vem afirmando que imagens de abuso infantil criadas por IA continuam sendo abuso infantil e fazem parte do mesmo crime, mesmo que nenhuma criança real tenha sido fotografada naquele momento.
Por que isso importa: o caso mostra como ferramentas de IA podem ser usadas para transformar fotos comuns de crianças em conteúdo criminoso, e como a pessoa acusada pode estar em posição de confiança pública. Como se trata de acusações, a culpa ainda precisa ser decidida pela Justiça.
Para o público, a principal lição é que fotos publicadas em redes sociais podem ser manipuladas por terceiros, por isso vale pensar duas vezes antes de compartilhar imagens de crianças. Se a fonte não trouxe orientações específicas, o mais recomendável é seguir as orientações oficiais das plataformas e das autoridades de proteção à infância.

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