Garry Tan, CEO da Y Combinator, aceleradora de startups do Vale do Silício, contou em entrevista ao podcast The Builders, de Walter Isaacson, que gasta por ano algo entre US$ 100 mil e US$ 200 mil em tokens, a unidade de cobrança usada pelos modelos de IA. O episódio deve ser publicado na terça-feira, 03/11.

Tan usa agentes de IA em muitas tarefas de trabalho e de programação. Ele também compartilhou gratuitamente, no GitHub, um conjunto de 23 habilidades para o Claude Code, chamado gstack, com a intenção de mostrar o que esses agentes podem fazer.

Segundo ele, o agente já leu todo o seu e-mail, seus arquivos do Dropbox e até anotações pessoais de terapia de 20 anos. A ideia é que a IA ajude em quase tudo no dia a dia, de forma mais autônoma, como uma espécie de Grilo Falante sempre no ombro, antecipando perguntas e ajudando a ver além do óbvio.

Tan, que foi um dos primeiros a adotar o OpenClaw, afirma que agentes de IA não devem ser tratados como software tradicional. Ele critica quem se preocupa tanto com repetibilidade e segurança que perde o lado mais útil dessa relação, que se parece muito com a de uma pessoa. A Y Combinator também usa um agente interno, chamado Stray Light.

Ele acredita que agentes pessoais de IA vão virar algo comum, desde que o custo caia, pois hoje o valor é alto demais e está ao alcance de poucos. Tan também criticou agentes gratuitos controlados por grandes empresas de tecnologia, citando a Meta, e defendeu uma IA pessoal que o próprio usuário controle e programe.