Ontem, 2 de novembro, a Apple divulgou seu balanço financeiro do último trimestre e mostrou um resultado curioso: a venda de iPhones bateu recorde, mesmo sem um modelo padrão novo na linha deste ano. Segundo o relatório, a receita com iPhones chegou a US$ 57,58 bilhões, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.

O impulso veio principalmente dos modelos Pro. A linha iPhone 18 foi lançada em setembro e incluiu um iPhone 18 Pro e um Pro Max mais caros. Ao mesmo tempo, a empresa aumentou os preços de modelos mais antigos. A Apple também apresentou seu primeiro celular dobrável, o iPhone Duo, mas as pré-vendas dele não entram nesse balanço.

Como outros fabricantes, a Apple enfrenta limitações na cadeia de suprimentos e o custo mais alto da memória, o que levou a reajustes de preço em vários produtos. O iPhone Duo chegou às lojas em quantidade "limitada", e algumas estimativas de envio se estendem até 2027. O CEO John Ternus disse à CNBC que a memória ficou mais cara em relação ao trimestre anterior, parcialmente compensada por estoques já carregados e custos menores de outros componentes.

No conjunto, a receita da Apple cresceu 12%, chegando a US$ 114,5 bilhões. A venda de Macs subiu 24%, para US$ 10,79 bilhões, e a divisão de serviços, que inclui as comissões da App Store e assinaturas como Apple TV e Apple Music, chegou a US$ 31,57 bilhões. Já a receita com iPads caiu 10%, somando US$ 6,23 bilhões.

A empresa também fez outros lançamentos recentes, como sua primeira tela inteligente para casa e uma linha de campainhas, câmeras de segurança e fechaduras com as marcas LG e Schneider Electric. Além disso, apresentou um MacBook Pro com tela sensível ao toque, algo que seus executivos já haviam rejeitado publicamente.