Na quarta-feira (21/10), a Tesla afirmou que vai começar a vender o Cybercab para clientes até o fim do ano. O carro é um bilugar autônomo, de cor dourada, que não tem volante nem outros controles tradicionais de direção. Ao mesmo tempo, a agência federal de segurança de trânsito dos EUA, a NHTSA, investiga se o veículo atende às normas de segurança.
Durante a teleconferência com investidores sobre o terceiro trimestre, o vice-presidente de engenharia da Tesla, Lars Moravy, disse que os Cybercabs produzidos hoje vão todos para a própria frota de robotáxis da empresa. Conforme a frota crescer, a empresa pretende entregar principalmente veículos autônomos a clientes, começando em pequena escala e ampliando conforme aprender sobre entrega, propriedade e gestão desse tipo de frota.
A situação é diferente do plano antigo de Elon Musk, que previa transformar carros particulares da Tesla em táxis autônomos por meio de uma atualização de software. Hoje, os donos podem assinar o Full Self-Driving (Supervised), um sistema avançado de assistência ao motorista que ainda exige que uma pessoa esteja atenta e pronta para assumir o controle. Musk disse que a versão sem supervisão deve chegar aos clientes no segundo trimestre de 2027, outro atraso para quem comprou ou assinou o sistema há anos.
Musk afirmou que o Cybercab será usado principalmente como serviço de transporte, enquanto os outros modelos seriam carros para o próprio dono. O principal obstáculo está na regulamentação. A NHTSA abriu uma investigação sobre o Cybercab no mês passado, horas depois de os veículos começarem a circular nas ruas de Austin. As normas federais (FMVSS) exigem controles manuais, como pedais de freio, além de retrovisores. Os fabricantes costumam declarar por conta própria que seus carros cumprem essas regras, e a Tesla fez isso.
O Departamento de Transporte propôs recentemente retirar essas exigências para veículos projetados para dirigir sozinhos, mas as regras atuais ainda não aceitam carros sem controles manuais. Enquanto isso, a NHTSA vai examinar o processo e os dados técnicos usados pela Tesla na certificação. O resultado dessa investigação pode definir se a Tesla, ou qualquer outra empresa, poderá operar o Cybercab legalmente.

Comentários