A Amazon divulgou seu balanço do terceiro trimestre na quinta-feira e ficou abaixo das previsões dos analistas tanto na receita total quanto no lucro por ação. A receita líquida subiu 12%, para US$ 201,9 bilhões, contra US$ 202,2 bilhões esperados, segundo a FactSet. O lucro por ação diluído foi de US$ 1,89, enquanto o mercado esperava US$ 1,97.

O destaque positivo veio da AWS, a divisão de nuvem da empresa. Ela faturou US$ 45,98 bilhões, acima dos US$ 45,29 bilhões previstos, e cresceu 39% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Seu lucro operacional chegou a US$ 17,8 bilhões, ante US$ 11,4 bilhões no terceiro trimestre de 2025.

O ponto mais preocupante foi o fluxo de caixa livre, que ficou negativo em US$ 42,4 bilhões nos últimos 12 meses. Em outras palavras, a empresa gastou muito mais dinheiro do que recebeu. No mesmo período de 2025, esse indicador era positivo em US$ 14,8 bilhões. A companhia atribui esse gasto principalmente aos investimentos em IA.

A Amazon manteve a previsão de investir cerca de US$ 220 bilhões em despesas de capital em 2026. Para o quarto trimestre, a previsão de receita líquida é de US$ 240 bilhões a US$ 247 bilhões. Como esse é o período das compras de fim de ano, a empresa espera gastar quase o mesmo valor em investimentos, sobretudo em IA, que espera faturar só no último trimestre.

Na prática, a notícia mostra o contraste entre uma nuvem que cresce rápido e um negócio como um todo que consome muito caixa para sustentar essa expansão. A fonte não traz detalhes sobre impactos para clientes ou orientações de uso.