A Anthropic, empresa por trás do assistente de IA Claude, entrou com o documento S-1 na SEC, a agência reguladora do mercado financeiro dos Estados Unidos. Esse papel é o passo inicial para abrir capital, ou seja, vender ações ao público em uma bolsa de valores. A empresa pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código "ANT".

Pense no S-1 como uma espécie de currículo público e detalhado da empresa, que ela é obrigada a entregar antes de vender participação a qualquer pessoa. Ele revela planos, números e riscos que antes eram conhecidos só internamente. A Anthropic já tinha apresentado o pedido de forma confidencial earlier neste ano, em junho, e agora o conteúdo se tornou público.

Os números chamam atenção: segundo o documento, no primeiro semestre deste ano a empresa teve prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões, com receita de US$ 16,3 bilhões. Em outras palavras, gastou muito mais do que faturou no período.

No texto, a empresa defende que a IA é uma das tecnologias mais importantes da história e pode acelerar descobertas científicas, impulsionar o crescimento econômico e ajudar na cura de doenças graves. Ao mesmo tempo, afirma que pretende prevenir os riscos de uma revolução tão rápida e poderosa, e diz que seu comportamento pode ser diferente do de uma empresa que busca apenas o lucro máximo.

A notícia ainda está em desenvolvimento, e a fonte não trouxe detalhes sobre a data prevista para a estreia na bolsa nem sobre o preço das ações.