A SpaceX informou em um documento regulatório que fechou um compromisso de cerca de US$ 40 bilhões para financiar chips de IA e equipamentos de data center. A empresa chamou o negócio de maior financiamento comprometido de GPUs já registrado.
O mecanismo funciona como um aluguel. Uma entidade gerida pela Apollo Global Management, gigante de private equity de Nova York, vai comprar os chips e os servidores e depois alugá-los para a SpaceX por cerca de cinco anos, com prazo de início conforme cada lote de equipamentos for entregue. A conclusão está prevista para o fim do ano, sujeita a condições, e os aluguéis devem começar no primeiro semestre de 2027.
Para quem não é da área, GPU é o tipo de processador mais usado para treinar e rodar sistemas de IA. Esses chips são caros e precisam de muito espaço e energia, por isso a SpaceX busca formas alternativas de pagar por eles, além dos empréstimos tradicionais. A CFO Bret Johnsen disse que a empresa vê retorno em menos de um ano sobre esses investimentos em infraestrutura de IA, que alimenta o Grok e os serviços de nuvem.
O contexto ajuda a entender o tamanho da aposta. A divisão de IA da SpaceX faturou US$ 7,6 bilhões no terceiro trimestre, de um total de US$ 14,6 bilhões, mais do que Starlink e lançamentos de foguetes somados. Os investimentos em capital subiram para quase US$ 20 bilhões, e a empresa prevê gastar entre US$ 35 e US$ 40 bilhões só no quarto trimestre.
Elon Musk aproveitou o anúncio para criticar empresas que alugam GPUs apenas para cargas de IA, as chamadas neoclouds, que somam mais de 200. Segundo ele, elas devem enfrentar uma onda de quebras e consolidações, e poucas vão sobreviver.

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