O avanço da inteligência artificial fez a demanda por energia disparar nos Estados Unidos. Críticos temem que essa pressão sobre a rede elétrica, que já é antiga, provoque contas de luz mais altas no curto prazo e apagões ou outros problemas técnicos no longo prazo.
Durante o TechCrunch Disrupt, realizado no início deste mês, executivos do setor adotaram um tom mais otimista. Apoorv Bhargava, fundador e CEO da WeaveGrid, Tim Heidel, CEO da Veir, e Kristin Eberhard, vice-presidente de políticas da Rewiring America, defenderam que a chegada de tantas novas conexões também abre espaço para modernizar a rede.
A WeaveGrid trabalha com o que chamam de orquestração de carga: um software que ajuda as empresas de energia a distribuir o consumo de forma mais eficiente, o que pode ajudar a reduzir a conta paga pelos consumidores. Já a Veir fabrica linhas de transmissão supercondutoras, que, segundo a empresa, levam energia a uma distância cinco vezes maior que os cabos tradicionais e ocupam 20 vezes menos espaço. A startup captou recentemente US$ 110 milhões em uma rodada de investimento Série C.
Para Eberhard, a pressão da demanda de IA criou urgência para modernizar a rede e um ambiente em que o setor está disposto a testar novidades. Ela defende mais linhas de transmissão e mais usinas centralizadas, além de aproveitar outras soluções que antes ficavam de lado por falta de urgência.
Em resumo, a fonte não traz números sobre o impacto nas contas de luz nem medidas oficiais; o foco é a visão de empresas e especialistas de que o crescimento dos data centers pode forçar uma rede elétrica mais eficiente.

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