Hoje, o Google anunciou o Gemini 4 Carbon, o mais recente dos seus modelos de IA de fronteira, ou seja, os mais avançados que a empresa oferece. Segundo o Google, ele traz ganhos importantes em programação, em tarefas agentic (em que a IA executa etapas sozinha para cumprir um objetivo) e em cibersegurança. O anúncio foi feito na quarta-feira, dia 28.
Em testes divulgados pela empresa, o Carbon aparece em primeiro lugar no Artificial Analysis Intelligence Index (v5.0), um ranking de desempenho de modelos de IA, com Claude Opus 5.5 e GPT-6 Astra logo atrás. Ele também lidera o SEC-bench Pro, que mede a capacidade de uma IA encontrar falhas reais em programas, e o ExploitGym, que mede quão bem ela transforma uma vulnerabilidade em exploit, ou seja, em um meio de explorar a falha.
O Carbon é uma evolução do Argon, lançado pelo Google no início deste mês. Por enquanto ele está disponível apenas para um grupo selecionado de empresas de defesa cibernética. A intenção é ampliar o acesso, com o tempo, para outros parceiros do Fairwind Program. Segundo a companhia, o modelo consegue rodar tarefas longas por dias, insistindo até superar becos sem saída, além de evitar atalhos, resistir a ataques de prompt injection (instruções escondidas que tentam desviar a IA do que foi pedido) e colaborar melhor com as pessoas.
O Google também afirma que o Carbon faz duas vezes menos afirmações sem suporte em comparação ao Argon, o que a empresa apresenta como mais transparência e honestidade. O preço de lançamento é o mesmo do Argon: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens são pedaços de texto que a IA lê e escreve, e é por eles que empresas costumam ser cobradas.

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