Hoje a notícia é do balanço do trimestre de julho a setembro da Alphabet, controladora do Google, divulgado na quarta-feira, 28 de outubro. Na ocasião, o Google anunciou que vai levar os anúncios de suas experiências de busca com IA para países de fora dos Estados Unidos. A aposta é que a IA generativa abra novas fontes de receita, já que o crescimento da publicidade na busca tradicional vem caindo.
Os números mostram essa desaceleração. A receita de busca do Google cresceu 12% no terceiro trimestre, depois de 17% no segundo e 19% no primeiro. O resultado geral da empresa foi de US$ 127,6 bilhões, alta de 25%, mas as ações da Alphabet caíram 8% após a divulgação. Segundo o executivo Philipp Schindler, anúncios de produtos patrocinados no modo de IA já têm taxas de clique parecidas com as dos resultados comuns, e os usuários acham esses anúncios relevantes.
Para entender a estratégia, pense em uma feira em que, além das barracas tradicionais, surge um assistente que responde às perguntas do visitante. O Google quer colocar propaganda dentro dessas respostas, algo parecido com anúncios que aparecem durante uma conversa. Esse formato já tinha sido anunciado em maio, com anúncios conversacionais e recomendações patrocinadas dentro das respostas geradas pela IA.
Outros dados ajudam a entender o momento. O CEO Sundar Pichai disse que as buscas cresceram no ritmo mais rápido em cinco anos, sem informar o percentual exato. Segundo ele, as perguntas no modo IA são em média três vezes mais longas que as buscas tradicionais, e uma em cada cinco buscas nesse modo envolve voz, imagens ou documentos. O Google Cloud, que é a área de nuvem, teve receita de US$ 30,7 bilhões, alta de 103%.
Para quem usa a internet no dia a dia, a mudança significa que anúncios podem aparecer dentro das respostas da IA, e não apenas na lista tradicional de links. A fonte não traz orientações específicas de proteção para usuários, e a notícia trata principalmente de negócios e do mercado de publicidade.

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