A Meta fechou um acordo com seu CEO, Mark Zuckerberg, para evitar que ele deixe a Califórnia por causa de uma proposta de imposto sobre bilionários do estado. A fonte, a BBC, informa que o acordo foi revelado em um documento financeiro divulgado na quarta-feira, dia 21.

A proposta prevê um imposto único de 5% para moradores com patrimônio líquido acima de US$ 1 bilhão. No caso de Zuckerberg, cuja fortuna é estimada em mais de US$ 200 bilhões, isso significaria cerca de US$ 10 bilhões a mais em impostos estaduais. A medida ainda depende da aprovação dos eleitores em novembro.

Para compensar essa possível perda, a Meta criou um novo tipo de ação, sem direito a voto, e deu uma nova ação a cada acionista existente, em um processo chamado desdobramento de ações. Zuckerberg poderá receber mais ações com mais frequência e vendê-las a cada trimestre. Ele mantém o mesmo controle sobre a empresa, mas consegue transformar valor em dinheiro com mais facilidade. O acordo vale por oito anos, enquanto ele continuar morando na Califórnia, e vale mesmo que o imposto não seja aprovado.

O pano de fundo é a disputa por investimentos em inteligência artificial. A Meta disse que planeja gastar até US$ 145 bilhões em projetos de IA neste ano, o que gerou fluxo de caixa negativo pela primeira vez desde a abertura de capital, há 14 anos. Após o anúncio, as ações caíram mais de 7% e a empresa perdeu mais de US$ 100 bilhões em valor de mercado.

Também houve cortes de pessoal: o quadro de funcionários caiu 15% em relação a um ano atrás, com pelo menos 10 mil demissões. A fonte não traz detalhes sobre medidas de proteção ou orientações ao público.